quarta-feira, 6 de agosto de 2008

UM OUTRO;KASPAR,

O OUTRO;KASPAR, é um ser de ficção da ficção da linguagem e se apresentará passando pelo mesmo caminho que a criança passa ao aprender uma língua. Desde o balbucio infantil até a possibilidade de emitir palavras, frases e textos.

Apresentar o processo cognitivo da língua simultaneamente ao processo de elaboração deste ser de ficção da ficção é a tônica desta pesquisa.

Outro;Kaspar, metaforiza as línguas que se apresentam a cada peça a ser encenada, as diversas figuras que se apresentam a cada peça a ser encenada, os atores que são singulares em cada peça a ser encenada, pessoais em suas elaborações e únicos em cada palco onde pisa. Muitos Kaspares, muitos Outros Kaspares... Há inúmeras gramáticas e infidáveis criações... Há inúmeras invenções e infidáveis línguas...

Três seres de linguagem: o ator, o ser imaginário do texto teatral e a figura da cena, para uma gramática da criação, só para citar Georg Steiner em seu livro homônimo. Aventurar-se em reger a sua orquestra lingüística, faz do ator um maestro da sua própria música, da sua própria língua, do seu próprio ser ficcional. Maestro cuja batuta rasga o silêncio e entrega-se aos seus vazios, aos seus ditos inauditos, à morte dos vereditos.

Outro;Kaspar, é um ser de linguagem, como uma língua a ser apreendida, com todos os percalços ao longo do caminho...

Este projeto é uma oportunidade para demarcar a importância do aprendizado da língua como instrumento para a subjetivação do indivíduo no atual cenário da Educação no Brasil. Além de promover discussões e debates acerca do tema em questão.

Embora não interessa à pesquisa a verdadeira história de Kaspar Hauser é importante lembrar que ele é um ícone para suscitar uma discussão sobre a origem da língua, a sua repercussão sobre o indivíduo e suas relações com a linguagem. Um tema sedutor para escritores e cineastas, como Werner Herzog, cineasta alemão, o qual filmou O ENIGMA DE KASPAR HAUSER. Como também o poeta austríaco Georg Trakl que escreveu o poema CANÇÃO DE KASPAR HAUSER. Além de Peter Handke, escritor e dramaturgo austríaco que, sobretudo, influenciou esta pesquisa, com a peça KASPAR.

Um comentário:

Eduardo Amarante disse...

Continue trazendo ares literários com extremo bom gosto para essa cidade que necessita de culturas mais elevadas. Parabéns, Chris